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5 dicas para acertar ao falar sobre si durante a entrevista de emprego

Em evento da Fundação Estudar, recrutadores deram dicas para jovens acertarem na apresentação pessoal durante a entrevista. Separamos algumas.

São Paulo – Nesta semana, durante a Ene, a Conferência de Carreiras da Fundação Estudar, centenas de universitários e recém-formados tiveram a chance de saber um pouco mais sobre o que grandes empresas como Google, Facebook, Ambev, entre outras, valorizam em candidatos a oportunidades profissionais. Um dos focos dos representantes das empresas foi mostrar aos participantes do evento que uma boa apresentação pessoal pode fazer toda a diferença durante a entrevista de emprego. Exame.com selecionou algumas dicas rápidas para quem quer se dar bem, logo de cara: 

1. Os primeiros minutos são cruciais 

Sete minutos. É o tempo que você tem para “fisgar” um recrutador. É que, em média, a decisão dele sobre bater ou não o martelo sobre a sua contratação é baseada nestes primeiros minutos da conversa. Sim, a primeira impressão é a que fica e os representantes das empresas confirmaram esta máxima durante o evento. 

2. Conecte os fatos descritos

 Descrever a trajetória não é repetir o que está no seu currículo. Afinal, o entrevistador já está com ele na mão. Em vez de dizer o que fez opte por explicar os “porquês” da sua vida profissional até agora. Assim, você traz significado ao conectar fatos e dados expostos seu currículo. 

3. Evite ser muito detalhista 

Entrar em muitos detalhes pode comprometer a transmissão do panorama geral da sua carreira, já que a apresentação deve ser rápida. A ideia é manter uma visão de águia a respeito da sua trajetória profissional.

4. Aposte na coesão da sua história 

Assim como um texto, a sua apresentação precisa ser coesa. Construa o seu discurso pensando se a história que você vai contar faz sentido e demonstra quem é você e o que você busca para a sua carreira.

 5. Deixe adjetivos e chavões de fora do seu discurso

 Não sucumba aos adjetivos e chavões na hora de falar sobre si. Falar obviedades como se fossem grandes sacadas pessoais pode dar a impressão de que você é ingênuo demais. Exemplo: dizer que o intercâmbio permitiu que você entrasse em contato com outras culturas não diz nada além do óbvio. Da mesma forma, autoproclamar-se persistente não quer dizer muita coisa. Deixe que os fatos conduzam o recrutador a concluir isso. 

Fonte: Exame

Como melhorar o seu currículo

currículo é o primeiro contato entre a empresa e o candidato a uma vaga de emprego. Por isso, é fundamental que ele traga todas as habilidades e conhecimento do candidato de maneira sucinta e atraente, já que os selecionadores costumam receber centenas de currículos para apenas uma vaga.

A estimativa de recrutadores é que 95% dos currículos são descartados durante a seleção por não estarem bem preparados.

Para Aristides Brito, coach e diretor do Marca Pessoal Treinamentos, não dá mais para o candidato ter um currículo genérico. “O currículo tem que ser cada vez mais detalhado. Não precisa ter dez páginas, mas também não precisa resumir tanto que o recrutador não consiga ter todas as informações necessárias sobre o candidato”, diz Brito.

Diferentemente do que ocorria no passado, em que os currículos tinham apenas tópicos, hoje colocar realizações, conquistas e projetos sociais no currículo é uma boa maneira de mostrar para o recrutador quem é o candidato.

“Trabalho voluntário, por exemplo, é uma atitude que tem sido bem-vista pelos recrutadores”, considera Brito. Mas não basta apenas colocar que fez um trabalho voluntário, tem que mostrar o que foi feito e os resultados.

Também é interessante mostrar quais foram suas responsabilidades e conquistas em empregos anteriores. “Tem que mostrar ações específicas, como a empresa estava antes, como ficou depois, quais foram os projetos e resultados que entregou”, ensina Marcel Lotufo, CEO e sócio fundador da Kenoby, software de recrutamento e seleção de pessoas.

MAIS ATRAENTE

Para deixar o seu currículo mais atraente aos selecionadores, especialistas sugerem dividi-lo em três pilares:

Conhecimento: tudo o que buscou melhorar na sua formação ao longo dos anos, como cursos, livros e eventos ligados à carreira que participou;

Habilidade: mostrar quais são os seus diferenciais, como ter liderança, é algo que causa impacto positivo aos recrutadores;

Atitude: tem a ver com o que o profissional faz não só no trabalho, mas também fora dele.

Para Cristina Wakamatsu, diretora de design da LW Design Group e que viaja pelo mundo para recrutar profissionais, o brasileiro poderia incorporar alguns itens no currículo que os candidatos de outros países têm usado.

“Vejo muito nos nossos escritórios em Dubai, Londres e Hong Kong, um cuidado maior com a apresentação gráfica e também com uma personalização do material de acordo com a empresa. Outro ponto comum no exterior é o portfólio virtual online, que também é interessante”, comenta Cristina. “O que mais chama a atenção logo de início é a apresentação gráfica que tem um toque de personalidade, porém sem exagero. Isso mostra que o candidato tem atitude e também capacidade de organização das informações”, complementa.

É desnecessário, na avaliação dela, incluir experiências irrelevantes à posição que se pretende candidatar. “Melhor ter um currículo com menos informações a colocar experiências que venham a diminuir a impressão geral do candidato.”

TECNOLOGIA

Com a tecnologia cada vez mais dominando nossas vidas, não poderia ser diferente que os currículos também passassem a ter um empurrãozinho das modernidades tecnológicas.

“Hoje, a análise do profissional vai além do currículo. As redes sociais ajudam muito neste processo. Além disso, antes mesmo de receber o currículo, as empresas já fazem testes on-line para eliminar candidatos que não têm perfil para a vaga”, afirma Lotufo.

Por isso, diz ele, é fundamental que o profissional tenha uma rede social atualizada, esteja antenado ao que acontece nos negócios, economia e no setor em que a empresa está inserida.

“Ter uma boa formação, com graduações e certificações, é muito importante, mas isso por si só já não é mais um diferencial que vai garantir uma vaga de emprego. Tem que ir além e mostrar que de fato está preparado para ocupar aquela posição”, diz Lotufo ao lembrar que muitas vezes a única chance que o candidato tem para mostrar que pode assumir a vaga é pelo currículo. “Vale dedicar um bom tempo para deixar o currículo atraente para o seu selecionador”, finaliza Lotufo.

Fonte: Veja